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A CORDA SEMPRE ARREBENTA DO LADO MAIS FRACO.
Publicado em 10/11/2009
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Por Mario Kendy

O déficit da previdência!

Afinal de contas de quem

É a maior parte da culpa?

 

 

 

Quase toda semana vemos noticias em jornais, revistas e na TV sobre o afamado déficit da previdência, sempre se comenta dos gastos bilionários com as aposentadorias e o desequilíbrio das contas públicas e logo vem em nós um sentimento de culpa e preocupação inconsciente de como se disséssemos a nós mesmo.

Será que ainda existirá previdência quando chegar a minha hora de se aposentar?

 

Caro leitor e cidadão, eu não tenho sombra de dúvida que sempre haverá uma previdência pública em nosso País, a reposta mais difícil seria dizer se você terá direito de receber algum benefício, pois esta claro que ao longo dos anos os governantes na tentativa de corrigir erros de décadas mudam as legislações previdenciárias abruptamente gerando uma série de conflitos legais e conseqüentemente uma avalanche de ações na justiça em busca da necessidade mais básica de uma sociedade que é a justiça.

 

Mas esse efeito dominó gerado á décadas pelos nossos governantes começa tomar rumos preocupantes, já que uma pequena minoria com poder de decisão tem acreditado que a Previdência Social é deficitária, muitos tem acreditado fielmente nesta falácia.

 

O que mais me assusta se da ao fato dos culpados do déficit.

 

Vamos tentar entender melhor antes de chegarmos alguma conclusão, existem três regimes dentro do sistema previdenciário.

 

1)      Regime Próprio (Inativos %u2013 Municípios, Estados, Militares e da União)    

 

2)      Regimes Complementar (Inativos - Municípios, Estados e da União) Aberto ou Fechado

 

3)      Regime Geral da Previdência Social (Contribuintes do INSS)

 

O primeiro regime dos funcionalismos público teve uma grande reforma em 2003 com a EC 41 umas das principais mudanças foi o inicio das contribuições previdenciárias pelos inativos para tentar cobrir um rombo antes gerado já que eles nunca haviam contribuído para previdência social, muita polêmica se surgiu neste momento com o efeito de avalanche de ações como já era previsto, acabou sedimentando o entendimento que eles teriam mesmo que continuar contribuindo mesmo sem poder usar de benefícios futuros destas contribuições, mas a idéia do governo de cobrir o rombo com esta medida não teve muito sucesso já que desde aprovação desta medida os funcionalismo público teve um aumento de 90% contra 60% dos aposentados do regime geral, o que mais assusta é a média disparidade da média dos benefícios, para os aposentados do INSS essa média fica em R$ 707,00 segundos os próprios dados do Ministério da Previdência, contra R$ 5.355,00 dos inativos do poder executivo federal, se formos comparar com a média do legislativo chegamos a uma diferença maior ainda, os aposentados do poder legislativo além do privilégio de poder acumular benefícios, tem uma média de R$ 15.396,00.

 

Agora com alguns dados concretos vamos falar do déficit desde 2003. Até agora o déficit dos servidores subiu de 29,6 Bilhões para 43,1 Bilhões e deverá chegar a 47,8 Bilhões em 2010 segundo fontes do próprio ministério da previdência.

 

O déficit do RGPS ( INSS...) tem ficado próximo aos 40bilhões a grande diferença é que este regime atinge 20 vezes mais aposentados do que o regime próprio, além das diferenças gritantes nas médias salariais.

 

Minha proposta neste singelo comentário não é induzir a sua opinião como muitos têm tentado e fazer, e sim deixar alguns dados para que vocês possam refletir e pensar melhor antes de atirar a primeira pedra.  

 

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